quinta-feira, 30 de julho de 2009

Agora sim - já tenho barriga de grávida!

30 de Julho de 2009 - 15 semanas e 4 dias

Agora sim, a barriguinha já se nota. A partir desta semana já comecei a sentir aqueles olhares curiosos e cúmplices, de quem reconhece uma grávida. Sabe tão bem!

Realmente o nosso bebé gostou muito das férias pois aproveitou logo para crescer imenso.

Para dizer a verdade nem comi muito mas o estar completamente descontraída e no relax e com miminhos do maridinho deve ter feito muito bem.

Quanto a desejos, o que posso dizer, sou uma mãe muito tradicional. Não sou mesmo nada cool nem sofisticada. Só me apetece comida tradicional portuguesa, acham normal? Pobre é uma coisa!!!!! Pastéis de bacalhau com arroz de tomate, Pataniscas com arroz de feijão e Peixinhos da horta. Enfim. Parece o menu de uma tasca! Mas pronto, não faz mal. Afinal eu sou uma pessoa simples, de origens humildes. Grrrrrrrr!

O pior são as coisas (tradicionais) que eu gostava de comer e não posso - um pãozinho com chouriço, a bela da farinheira assada e da morcela e uma açordinha de camarão. Ah, e um cozidinho à portuguesa com muitos enchidos, claro. Ai, o que eu dava por um manjar destes...




(As veias do bebé já se vislumbram. A pele é fina e transparente.)









(Na praia com a mamã)

quarta-feira, 22 de julho de 2009

O peso da responsabilidade

22 de Julho de 2009 - 14 semanas e 3 dias

Mais umas merecidas férias em Lagos! A 1ª semana foi espectacular - jantámos com a Marta e o Johannes e também estivémos com o pai e a mãe, em Lagos, como eu sempre desejei. Foi perfeito!

Apesar de todas mudanças emocionais repentinas, as férias são sempre mais animadas e bem passadas. Assim não custa tanto.

Agora já se notam com mais facilidade as veias, especialmente na barriga, peito e pernas. No dia 19, quando acordei reparei que tinha a camisa de noite suja, no sítio do peito. Penso que era um bocadinho de colostro. O peito também ainda tinha uns resquícios. Meeedddooooo!!!!!!!!!!!

É quando acontecem estas coisas que sentimos que é mesmo a sério. Aí, dá um medo! Mas um medo muito bom, ao mesmo tempo. Sinto sempre dentro de mim uma certeza interior absoluta e secreta de que vou conseguir fazer tudo bem e ser uma óptima mãe. Não é estranho? Mas é mesmo algo muito profundo e mesmo muito secreto. Porque exteriormente tenho imensos receios. Enfim, mais um mistério para desvendar.

Sinto-me é muito medricas. Na praia quase não mergulho, nem nado, nem faço palhaçadas pois fico sempre com receio de me magoar ou de magoar o bebé. Não é nada assustador nem deixo de fazer coisas por causa disso, mas tenho cuidados a triplicar.

É impressionante como tudo muda e ainda nem nasceu. Sentimo-nos logo responsáveis. Sobretudo porque, nesta fase, tudo se passa aqui, dentro de nós.


(Começa a expirar e inspirar. Os olhos e orelhas continuam a desenvolver-se e o queixo afasta-se de vez do peito.)

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Quando o papá começou a tocar na barriguinha

15 de Julho de 2009 - 13 semanas e 3 dias


Pode-se dizer que até então, tanto eu como o João, tentámos ser um pouco comedidos em relação à nossa gravidez. Mais o João do que eu, claro. Mas isso tem a ver com os nossos feitios e forma de estar. Eu comecei logo cedo a falar com a minha barriga e então a mexer nela nem se fala.

Mas o João, até esta altura não conseguia falar nem tocar na minha barriguinha. Pelo menos não de forma tão espontânea e descontraída como eu. Mas a partir desta semana começou a falar para o meu umbigo (mesmo depois de eu lhe explicar que o meu umbigo está ligado ao intestino da criança e não ao ouvido, mas enfim) ao mesmo tempo que fazia festinhas na barriga.

Foi uma sensação muito boa para mim. Acho que ele nem faz ideia o quanto.





(Início da formação das cordas vocais. A cabeça assemelha-se cada vez mais à configuração humana. Os olhos aproximam-se e as orelhas já estão na posição correcta.)





















A barriguinha da mamã!

quinta-feira, 9 de julho de 2009

A 2ª Eco!

9 de Julho de 2009 - 12 semanas e 4 dias

No dia 7 fomos ver o nosso bebé! Estava tudo bem, o que nos deixou muito contentes. Não soubemos ainda o sexo. Se bem que tanto eu como o João achámos que vislumbrámos uma pilinha. Mas o médico não fez qualquer comentário.

Também foram tiradas muitas medidas - da cabeça, do comprimento total, etc. E de lá ainda fui para um laboratório lá perto tirar sangue, para o Rastreio Pré Natal do 1º Trimestre. Como o médico disse que depois os resultados seguiam directamente para ele no dia seguinte e para aguardar pelo telefonema dele, escuso de explicar como foram as horas seguintes, certo?

Fiquei super ansiosa. Queria sair da consulta e finalmente poder contar a toda a gente a Grande Novidade, mas não. Ainda não foi desta! Preferimos esperar para saber se estava mesmo tudo bem.

No dia seguinte acabei por ligar para o Consultório pois o médico não dizia nada e eu já estava a entrar em stress. Lá me explicaram que normalmente não é assim tão rápido e que demoraria com certeza mais tempo. Só lá para 5ª feira, talvez. E assim foi.

Mas esta espera foi horrível. Neste relatório de rastreio ficamos a saber se existe baixa ou alta probabilidade de o nosso bebé poder ter Trissomia 21 e outros tipos de más formações do feto. Logo, era importantíssimo!

Mas no dia 9 lá recebi o tão aguardado telefonema dizendo que o resultado tinha sido negativo e que estava tudo bem. Deu-se então a correria dos telefonemas à família. Foi muito emocionante. O momento tão esperado tinha finalmente chegado. A batalha dos 3 meses estava vencida!



(Aparecem as unhas. A pele é rosada e muito fina. Dá-se a formação do sangue na medula óssea. Os pulmões adquirem forma definitiva e a configuração estrutural do cérebro está quase completa.)














(A 1ª Foto do nosso bebé!!!!!!!!!!! É claro que o João teve logo que dizer que era igual a ele...)

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Regalias só com barriga!

1 de Julho de 2009 - 11 semanas e 3 dias

Os primeiros meses, de barriga pequena, são muito ingratos. A grávida sofre enjoos, cansaço, tonturas, tensão baixa, ansiedade, adaptação à sua nova condição, novos hábitos alimentares, dores de cabeça monstruosas, e muitas outras maleitas.

E no entanto, como ainda não tem uma barriga proeminente ninguém acredita e portanto não pode passar à frente nas filas. Nem no Centro de Emprego, nem na Segurança Social nem no Super mercado. Ah, e também não pode estacionar nos lugares especiais. Claro que não. Quem é que ia acreditar? Os papás é que ficam muito tristes com estas coisas, coitados. Mais do que as grávidas.

Mas eu, sinceramente, acho que isto está errado. Não sei como será lá para a frente - imagino que me vou sentir grande e pesada - mas agora também não é uma altura fácil. Porque não temos já regalias? A gestante do 1º trimestre devia ser mais apoiada!

O nosso corpo completamente em transformação, o peito a aumentar de tamanho e peso, cheio de veias azuis (que mais parece o mapa das estradas), sentirmo-nos bem dispostas e depois mal dispostas, e depois bem dispostas outra vez e depois mal dispostas.

Alguém tem que nos apoiar! Vou fundar a Associação de Apoio à Gestante do 1º Trimestre. Ai, vou vou!
(Todos os órgãos vitais do bebé já estão formados e em funcionamento, assim o risco de defeitos diminui esta semana e o bebé torna-se menos susceptível a influências externas.)

terça-feira, 23 de junho de 2009

O enjoo matinal, que de matinal tem muito pouco!

23 de Junho de 2009 - 10 semanas e 2 dias

Quem "nomeou" o enjoo da gravidez devia ter algum problema no relógio, de certeza!

Comigo, o matinal durava o dia inteiro. Levantava-se comigo, andava a manhã toda comigo, almoçava (muito pouco) comigo, dormia a sesta comigo, lanchava, jantava e ceava comigo.

De manhã era de facto mais intenso, mas permanecia durante todo o dia.

A sensação que tinha era a mesma que temos quando acabamos de sair de um barco. Completamente mareada. Uma tontura constante acompanhada por um sabor horrível na boca e um nariz com os níveis de odor todos baralhados. Os cheiros que gostava agora não gosto e vice-versa. Nem o do meu perfume, nem o da carne grelhada, nem o do sabonete líquido, nem o da massa com natas.

Tive enjoos na 5ª e 6ªs semanas, mas já andava toda contente a vangloriar-me quando eles resolvem voltar - esta semana!

Já percebi - o segredo é falar pouco nisso se não eles vingam-se e regressam.

Também já andei p'raí a dizer que nem cheguei a vomitar. Chiu - tenho que falar baixo se não lá vou eu contemplar a beleza cerâmica da minha querida sanita... Não é por nada, mas como a casa de banho é pequena não me apetece nada ficar encolhidinha no cantinho da casa de banho.

É um bocado deprimente. Uma coisa é apanhar uma bebedeira e fazer isso. Até chega a ser cool. Outra coisa é fazê-lo com o nosso filho dentro da barriga. É uma vergonha!

Bem, vamos pensar que os "enjoos All day long" não vão durar muito mais tempo, ok? Aqui só para nós.




(Já se move no interior do útero. A maioria das articulações, como as do joelho, cotovelo, pulso, ombro, tornozelo, já estão formadas. Também já se vê com clareza as mãos, pés e dedos.)








A barriguinha da baby mamã.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Sinto-me entupida!

17 de Junho de 2009 - 9 semanas e 3 dias (ou 9 semanas e meia, que é mais sexy!)

Esta sensação de felicidade controlada dá cabo de mim! Isto não tem mesmo nada a ver comigo. Eu adoro contar as coisas boas (e as más também) pelo menos aos meus amigos e pessoas de quem gosto. Eu preciso de pôr tudo cá para fora e desabafar. Sou assim, pronto!

E não poder contar a praticamente ninguém a maior alegria que se pode ter, é uma grande seca. Socorrrroooo!!!!

Já não basta estar com o coração nas mãos por causa das parvas das estatísticas que dizem que nos 3 primeiros meses existe maior probabilidade de aborto, e ainda tenho que guardar isso tudo só para mim sem poder contar nada a ninguém. Um dia destes ainda expludo e depois vai ser uma grande porcaria! ;-)

Mal posso esperar pela consulta de dia 7.

E não conseguir ver se está tudo bem cá dentro, sempre que queremos, também é muito chato! Se pelo menos se conseguisse espreitar...

Eu sei que esta foi a melhor decisão - não contar já ao mundo inteiro - mas que foi muito difícil para mim, foi. Não partilhar logo esta alegria e fazer uma grande festarola foi muito doloroso. Mas prudente. Mas difícil. Mas correcto. Mas difícil. Mas acertado. Mas difícil. ;-)



(Desenvolvem-se os ossos e cartilagens. Os intestinos começam agora a sair do cordão umbilical e a deslocarem-se para a região abdominal que já está um pouco maior.)

quarta-feira, 10 de junho de 2009

As primeiras férias a três!

10 de Junho de 2009 - 8 semanas e 3 dias

Esta semana estivémos em Lagos, a nossa cidade fetiche.

Apesar de não notar muito a barriguita, já se nota a diferença em alguns pequenos pormenores. Andar de carro já me faz alguma impressão - o cinto aperta e doem-me os rins. O sol quente não se tolera muito bem - lá tivemos que comprar um chapelinho de sol. A comida enjoa um bocado. Apetece-me imenso uma coisa mas depois de comer apenas um bocadinho já me sinto completamente satisfeita.

Foi também nesta semana que contámos a grande novidade aos avós João e Lurdes e aos tios Marta e Johannes. Foi muito bom sentir a alegria e felicidade de todos. Foi muito emocionante. Eu fico cheia de borboletas na barriga. Por agora é mesmo a parte mais entusiasmante - dar a notícia a quem gostamos. Até dos nomes que escolhemos gostaram!

Esta foi uma semana tranquila, de miminhos e sobretudo de muita felicidade.



(Já apresenta um corpo relativamente bem formado, de nariz achatado e olhos muito afastados. Os dedos já estão formados, a cabeça começa a elevar-se e a cauda já quase desapareceu. Já se identificam os olhos, o nariz e a boca.)

segunda-feira, 1 de junho de 2009

As proibições e o raio da toxoplasmose!

1 de Junho de 2009 - 7 semanas e 1 dia

Às vezes parece que estar grávida é quase sinónimo de parar de viver. Quase que nos dizem "Fecha-te em casa, não te mexas, não respires e não vivas!".

As teorias são tantas, que a pobre da grávida fica toda baralhadinha.

Então e porco, posso comer? "Não, claro que não!". Depois diz outra "Sim, claro que sim. Desde que seja bem cozinhado."

Já não basta a grávida estar cansada, cheia de sono, com metade dos neurónios e cheia de dúvidas, e a malta ainda atira dicas para o ar só para confundir!

E a Internet? É lindo! As coisas que se descobrem. O chá de camomila faz mal e arranjar as unhas dos pés também. Surreal! Estas sabedorias populares são demais! Cada um diz uma coisa.

Mas o que me chateia mesmo é o raio da toxoplasmose. Que seca! É claro que há pessoas que são imunes mas é também é claro que eu não podia ser uma delas, certo?!

Graças a Deus que o Marketing e a Inovação inventaram a milagrosa Amukina. Se não, para além de não podermos fazer nada também não podíamos comer as coisas boas - cerejas, morangos, saladas, nêsperas, uvas, and so on.

Também há outra coisa que me custa - sobretudo estando grávida no verão - não poder beber uma bejeca e comer uns caracolinhos. E as mariscadas? Quando é que eu vou poder comer umas ameijoas à bulhão pato e uma deliciosa sapateira? Quando?

Felizmente depois vamos poder ter mais um(a) acompanhante à mesa e será, com certeza, bem mais divertido! ;-)



(Continua a desenvolver os membros superiores e inferiores. Começam a definir-se os primeiros traços do rosto.)

terça-feira, 26 de maio de 2009

A 1ª Eco!

26 de Maio de 2009 – 6 semanas e 2 dias

Depois de um óptimo fim-de-semana de comemoração do 1º Aniversário de Casamento, passado em Lagos, a nossa cidade de eleição, chegou o tão esperado dia.

Estávamos um bocadinho nervosos. É como se precisássemos desta confirmação para ter a certeza absoluta de que íamos mesmo ter um bebé.

Para além disso estávamos preocupados em saber se estaria tudo bem. Se o bebé estava bem, se estava tudo no sítio certo. O João ficou com imensa vergonha ao entrar na sala mas depois tudo passou.

Nas imagens pouco se via, mas quando o médico resolve ligar o som e ouvimos os 2 aquelas batidas de coração tão rápidas, ficámos os dois completamente congelados. O coração já batia! Impressionante. Foi sobretudo muito emocionante.

Eu fiquei completamente apaixonada à primeira vista. E saber que tudo se está a passar dentro de mim é algo completamente fantástico. Senti uma explosão de alegria e senti uma responsabilidade imensa. É uma sensação absolutamente inexplicável. Agora sim, estava ali mesmo à nossa frente, à nossa vista, o nosso bebé.

Claro que o médico explicou logo que nesta fase é apenas um embrião, etc., mas para nós estava ali o nosso bebé. Media 5mm.

Após as imagens mágicas lá fiz o meu rol de 1.000 perguntas e lá esclarecemos todas as dúvidas.

Mas o nosso dia já estava ganho!

(Desenvolve-se muito rapidamente esta semana. Os primeiros sinais do ouvido interno começam agora a surgir bem como as protuberâncias que originarão os braços e pernas.)



A barriguinha da baby mamã.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Os primeiros sintomas da gravidez

20 de Maio de 2009 - 5 semanas e 3 dias

Já na semana anterior a minha mãe me tinha perguntado mil vezes se eu estava enjoada, e eu fiquei toda contente porque não sentia absolutamente nada. Ora, parece que falei cedo demais! Nesta semana é que os famosos enjoos começaram a aparecer. Não foi nada muito exagerado, mas só mais tarde é que percebi melhor quais os cheiros e sabores que enjoei MESMO!

Para além deste “querido” sintoma senti também algum cansaço e as minhas gengivas ficaram muito sensíveis – sangravam mais e chegaram mesmo a inchar imenso.

Também senti algumas tonturas e quebras de tensão. Mas fora isso sentia-me bem, contente, bem-disposta e até meia tolinha – assim super descontraída e muito, mas muito distraída. Entretanto comecei a achar que os meus neurónios (que já não devem ser muitos) estavam todos a passar para o bebé. Comecei a ter alguma dificuldade a concentrar-me nas conversas, a perceber ironias e chalaças (coisa em que eu sou perita), a esquecer-me das coisas, a trocar palavras e a perder o vocabulário.

Oh, Deus, que mais me irá acontecer?!


(Notam-se já a presença de botões dos membros superiores e inferiores. Começam a aparecer os olhos e os ouvidos sob a forma de vaso óptico e otocisto. Aparece o coração que, com câmaras duplas visíveis, começa a bater. Uau!)

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Mas afinal, de quanto tempo é a nossa gravidez?

13 de Maio de 2009 - 4 semanas e 3 dias

Enquanto aguardava a consulta e visto que surgiam mil e uma dúvidas na minha cabeça, lá fui eu para a internet para perceber o que se estaria a passar dentro da minha barriguinha.

E não é que isto começa logo por ser difícil? Eu a pensar que estava com cerca de duas semanas e meia, e afinal não é nada disso. Depois percebi que as minhas amigas que ainda não tiveram filhos também não sabiam nada deste tema. Afinal não era eu que estava completamente a leste desta contagem.

Pensava eu que o tempo começava a contar a partir da data da concepção, mas afinal não. Começa a contar a partir do primeiro dia da última menstruação. Isto porque antigamente não se conseguia saber qual a data de concepção e esta foi a melhor forma que encontraram para o fazer. Por isso apesar de o bebé ter apenas duas semanas e meia, o tempo de gestação neste momento era já de quatro semanas e meia! Uau!!!!!!!!

Começamos logo a aprender!

Depois lá andei eu a ler tudo sobre o desenvolvimento em cada semana. Muito entusiasmante!

terça-feira, 12 de maio de 2009

Teste positivo!

12 de Maio de 2009 – 4 semanas e 2 dias

No fim-de-semana anterior comecei a ficar muito ansiosa. Ainda pensei em ir comprar o teste, mas o João disse para esperarmos até fazer 1 semana de atraso. Assim foi. Não sei como é que aguentei!

As idas à casa de banho são de alguma tensão. Sempre a desejar que o amigo “Mr.Red” (como eu lhe chamo) não tenha aparecido de surpresa. Ainda por cima senti todas as habituais da menstruação, mesmo como se fosse aparecer a qualquer momento.

No dia 11 lá fui eu toda lampeira à Farmácia do Fonte Nova para comprar o teste. Mesmo tendo 33 anos, sendo casada, tendo uma situação amorosa estável, sendo saudável, e este bebé ser desejado, fiquei um bocado envergonhada com esta compra. E eu gosto de ir às compras! Como nunca comprei nenhum nem sabia como pedir. Mas lá consegui. E depois não resisti e perguntei como é que se fazia. A resposta é sempre cautelosa, numa primeira abordagem. Pelo menos até perceberem que se o bebé é desejado ou não. Depois é que a minha irmã farmacêutica é que me explicou que este é um procedimento habitual, para não se ferirem susceptibilidades.

Como ela me explicou que era mais aconselhável fazer de manhã, assim fiz. É claro que nessa noite não dormi nada de jeito. É impossível. É emoção demais. Queremos muito que seja verdade mas também não queremos ficar tristes nem desiludidos se o resultado for negativo. Enfim.

De manhã lá me levantei ao mesmo tempo do papá, para vermos o resultado em conjunto. Devem ser os três minutos mais longos da vida. Já tinha lido as instruções no dia anterior mas mesmo assim li outra vez e o João também para termos a certeza absoluta que estávamos mesmo a fazer tudo bem. Aliás, como sempre!

O resultado foi positivo!

O João ainda perguntou 2 ou 3 vezes se eu tinha mesmo a certeza. Contrariamente ao que era esperado não houve uma grande explosão de alegria. Eu fiquei quase sem reacção. Como se já tivesse a certeza absoluta e esta tivesse sido apenas a confirmação final. O João foi muito prudente, e alertou-me para o perigo de ser ainda muito prematuro ficarmos já muito entusiasmados com a notícia, contarmos a toda a gente e deitarmos já o fogo-de-artifício. Foi uma decisão muito consciente e madura, ou seja, completamente contrária à minha, porque me apeteceu logo ir a correr para a janela e gritar a toda a gente que passava, que estava grávida. Mas lá me controlei. A muito custo mas lá me controlei.

Ao mesmo tempo continuava num estado de apatia meio estranho. Por um lado sentia-me radiante mas por outro fui completamente assolada por um medo aterrador. E agora? O que é que vai acontecer comigo? E com o meu corpo? Será que vou ser capaz? Oh, pá. Isto agora é mesmo a sério. Estou mesmo grávida! Meeeddddoooooo!!!!!!!!!!!

A primeira coisa que fiz foi ligar para o médico para marcar consulta. Esta coisa do teste é muito gira mas quem é que nos garante que aquela geringonça funciona mesmo e que não deu um resultado errado? Não deixa de ser uma tira de feltro com dois riscos vermelhos…

Do outro lado da linha é claro que recebi uma resposta logo também muito racionalzinha: “Ah, isso ainda é muito cedo. Não se vai ver nada. Vamos marcar só daqui a duas semanas. Antes não vale a pena. Se entretanto houver alguma alteração ou se sentir mal, então ligue.”. Ok, tudo bem. Lá tive que aceitar. Mas a muito custo. Como é que eu vou aguentar duas semanas sem saber se estou mesmo grávida de verdade? Mais uma espera infindável.


(O embrião microscópico já está a trabalhar arduamente nesta semana criando a placenta, cordão umbilical e as bases do seu corpo.)

terça-feira, 5 de maio de 2009

A 1ª expectativa – Será que estamos grávidos?

5 de Maio de 2009 – 3 semanas e 2 dias

Os primeiros dias de atraso da menstruação são sempre de muita ansiedade.
Existe um misto de sentimentos. Por um lado começamos a ficar extremamente contentes e animados com o que possa significar, mas por outro lado tentamos fingir que não está a acontecer nada. Funciona como um escape. Assim, se de facto não estivermos grávidos já não custa tanto.

Começamos a falar sobre o tema, mas sempre de forma muito contida. É até engraçado. Parece que estamos a representar uma peça de teatro.

No dia 6 de Maio, ou seja, no 1º dia de atraso fui à praia com a minha irmã e disse-lhe: “Eu acho que estou grávida. Sinto que estou grávida!” ao que ela, com a sua ironia habitual e divertida, responde: “Ah, sim, claro! Essas coisas até se sentem e tudo! Sim, sim. Deve ser verdade… De certeza.”

Nesses dias mentalizei-me de tal forma que estava grávida e visualizei tanto esse acontecimento, que parecia que todos os temas que lia, que via na televisão, que andavam à minha volta, estavam de alguma forma ligados a esse tema. Só via grávidas e bebés, e coisas ligadas à maternidade.

Começo a achar que aquela teoria do “Segredo” funciona mesmo. Por outro lado estava nessa altura a ler o livro “Mude a sua vida em sete dias”, do Paul McKenna, que tinha comprado na Feira Alternativa, na Cordoaria Nacional no dia 29 de Março. Eu nem acredito assim muito nestes livros de auto-ajuda, mas a verdade é que dou sempre o benefício da dúvida. E pelo sim, pelo não gosto de saber o que é que eles defendem, só para ver se faz sentido ou não.

Mas desta vez acho que levei o livro demasiado a sério porque apesar de não ser em sete dias, acho que a minha vida mudou mesmo para sempre!


(o que se estava a passar nessa altura: Os espermatozóides encontram-se com o óvulo na trompa e o milagre da vida começa. É um processo que leva cerca de 24 horas.)