terça-feira, 26 de maio de 2009

A 1ª Eco!

26 de Maio de 2009 – 6 semanas e 2 dias

Depois de um óptimo fim-de-semana de comemoração do 1º Aniversário de Casamento, passado em Lagos, a nossa cidade de eleição, chegou o tão esperado dia.

Estávamos um bocadinho nervosos. É como se precisássemos desta confirmação para ter a certeza absoluta de que íamos mesmo ter um bebé.

Para além disso estávamos preocupados em saber se estaria tudo bem. Se o bebé estava bem, se estava tudo no sítio certo. O João ficou com imensa vergonha ao entrar na sala mas depois tudo passou.

Nas imagens pouco se via, mas quando o médico resolve ligar o som e ouvimos os 2 aquelas batidas de coração tão rápidas, ficámos os dois completamente congelados. O coração já batia! Impressionante. Foi sobretudo muito emocionante.

Eu fiquei completamente apaixonada à primeira vista. E saber que tudo se está a passar dentro de mim é algo completamente fantástico. Senti uma explosão de alegria e senti uma responsabilidade imensa. É uma sensação absolutamente inexplicável. Agora sim, estava ali mesmo à nossa frente, à nossa vista, o nosso bebé.

Claro que o médico explicou logo que nesta fase é apenas um embrião, etc., mas para nós estava ali o nosso bebé. Media 5mm.

Após as imagens mágicas lá fiz o meu rol de 1.000 perguntas e lá esclarecemos todas as dúvidas.

Mas o nosso dia já estava ganho!

(Desenvolve-se muito rapidamente esta semana. Os primeiros sinais do ouvido interno começam agora a surgir bem como as protuberâncias que originarão os braços e pernas.)



A barriguinha da baby mamã.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Os primeiros sintomas da gravidez

20 de Maio de 2009 - 5 semanas e 3 dias

Já na semana anterior a minha mãe me tinha perguntado mil vezes se eu estava enjoada, e eu fiquei toda contente porque não sentia absolutamente nada. Ora, parece que falei cedo demais! Nesta semana é que os famosos enjoos começaram a aparecer. Não foi nada muito exagerado, mas só mais tarde é que percebi melhor quais os cheiros e sabores que enjoei MESMO!

Para além deste “querido” sintoma senti também algum cansaço e as minhas gengivas ficaram muito sensíveis – sangravam mais e chegaram mesmo a inchar imenso.

Também senti algumas tonturas e quebras de tensão. Mas fora isso sentia-me bem, contente, bem-disposta e até meia tolinha – assim super descontraída e muito, mas muito distraída. Entretanto comecei a achar que os meus neurónios (que já não devem ser muitos) estavam todos a passar para o bebé. Comecei a ter alguma dificuldade a concentrar-me nas conversas, a perceber ironias e chalaças (coisa em que eu sou perita), a esquecer-me das coisas, a trocar palavras e a perder o vocabulário.

Oh, Deus, que mais me irá acontecer?!


(Notam-se já a presença de botões dos membros superiores e inferiores. Começam a aparecer os olhos e os ouvidos sob a forma de vaso óptico e otocisto. Aparece o coração que, com câmaras duplas visíveis, começa a bater. Uau!)

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Mas afinal, de quanto tempo é a nossa gravidez?

13 de Maio de 2009 - 4 semanas e 3 dias

Enquanto aguardava a consulta e visto que surgiam mil e uma dúvidas na minha cabeça, lá fui eu para a internet para perceber o que se estaria a passar dentro da minha barriguinha.

E não é que isto começa logo por ser difícil? Eu a pensar que estava com cerca de duas semanas e meia, e afinal não é nada disso. Depois percebi que as minhas amigas que ainda não tiveram filhos também não sabiam nada deste tema. Afinal não era eu que estava completamente a leste desta contagem.

Pensava eu que o tempo começava a contar a partir da data da concepção, mas afinal não. Começa a contar a partir do primeiro dia da última menstruação. Isto porque antigamente não se conseguia saber qual a data de concepção e esta foi a melhor forma que encontraram para o fazer. Por isso apesar de o bebé ter apenas duas semanas e meia, o tempo de gestação neste momento era já de quatro semanas e meia! Uau!!!!!!!!

Começamos logo a aprender!

Depois lá andei eu a ler tudo sobre o desenvolvimento em cada semana. Muito entusiasmante!

terça-feira, 12 de maio de 2009

Teste positivo!

12 de Maio de 2009 – 4 semanas e 2 dias

No fim-de-semana anterior comecei a ficar muito ansiosa. Ainda pensei em ir comprar o teste, mas o João disse para esperarmos até fazer 1 semana de atraso. Assim foi. Não sei como é que aguentei!

As idas à casa de banho são de alguma tensão. Sempre a desejar que o amigo “Mr.Red” (como eu lhe chamo) não tenha aparecido de surpresa. Ainda por cima senti todas as habituais da menstruação, mesmo como se fosse aparecer a qualquer momento.

No dia 11 lá fui eu toda lampeira à Farmácia do Fonte Nova para comprar o teste. Mesmo tendo 33 anos, sendo casada, tendo uma situação amorosa estável, sendo saudável, e este bebé ser desejado, fiquei um bocado envergonhada com esta compra. E eu gosto de ir às compras! Como nunca comprei nenhum nem sabia como pedir. Mas lá consegui. E depois não resisti e perguntei como é que se fazia. A resposta é sempre cautelosa, numa primeira abordagem. Pelo menos até perceberem que se o bebé é desejado ou não. Depois é que a minha irmã farmacêutica é que me explicou que este é um procedimento habitual, para não se ferirem susceptibilidades.

Como ela me explicou que era mais aconselhável fazer de manhã, assim fiz. É claro que nessa noite não dormi nada de jeito. É impossível. É emoção demais. Queremos muito que seja verdade mas também não queremos ficar tristes nem desiludidos se o resultado for negativo. Enfim.

De manhã lá me levantei ao mesmo tempo do papá, para vermos o resultado em conjunto. Devem ser os três minutos mais longos da vida. Já tinha lido as instruções no dia anterior mas mesmo assim li outra vez e o João também para termos a certeza absoluta que estávamos mesmo a fazer tudo bem. Aliás, como sempre!

O resultado foi positivo!

O João ainda perguntou 2 ou 3 vezes se eu tinha mesmo a certeza. Contrariamente ao que era esperado não houve uma grande explosão de alegria. Eu fiquei quase sem reacção. Como se já tivesse a certeza absoluta e esta tivesse sido apenas a confirmação final. O João foi muito prudente, e alertou-me para o perigo de ser ainda muito prematuro ficarmos já muito entusiasmados com a notícia, contarmos a toda a gente e deitarmos já o fogo-de-artifício. Foi uma decisão muito consciente e madura, ou seja, completamente contrária à minha, porque me apeteceu logo ir a correr para a janela e gritar a toda a gente que passava, que estava grávida. Mas lá me controlei. A muito custo mas lá me controlei.

Ao mesmo tempo continuava num estado de apatia meio estranho. Por um lado sentia-me radiante mas por outro fui completamente assolada por um medo aterrador. E agora? O que é que vai acontecer comigo? E com o meu corpo? Será que vou ser capaz? Oh, pá. Isto agora é mesmo a sério. Estou mesmo grávida! Meeeddddoooooo!!!!!!!!!!!

A primeira coisa que fiz foi ligar para o médico para marcar consulta. Esta coisa do teste é muito gira mas quem é que nos garante que aquela geringonça funciona mesmo e que não deu um resultado errado? Não deixa de ser uma tira de feltro com dois riscos vermelhos…

Do outro lado da linha é claro que recebi uma resposta logo também muito racionalzinha: “Ah, isso ainda é muito cedo. Não se vai ver nada. Vamos marcar só daqui a duas semanas. Antes não vale a pena. Se entretanto houver alguma alteração ou se sentir mal, então ligue.”. Ok, tudo bem. Lá tive que aceitar. Mas a muito custo. Como é que eu vou aguentar duas semanas sem saber se estou mesmo grávida de verdade? Mais uma espera infindável.


(O embrião microscópico já está a trabalhar arduamente nesta semana criando a placenta, cordão umbilical e as bases do seu corpo.)

terça-feira, 5 de maio de 2009

A 1ª expectativa – Será que estamos grávidos?

5 de Maio de 2009 – 3 semanas e 2 dias

Os primeiros dias de atraso da menstruação são sempre de muita ansiedade.
Existe um misto de sentimentos. Por um lado começamos a ficar extremamente contentes e animados com o que possa significar, mas por outro lado tentamos fingir que não está a acontecer nada. Funciona como um escape. Assim, se de facto não estivermos grávidos já não custa tanto.

Começamos a falar sobre o tema, mas sempre de forma muito contida. É até engraçado. Parece que estamos a representar uma peça de teatro.

No dia 6 de Maio, ou seja, no 1º dia de atraso fui à praia com a minha irmã e disse-lhe: “Eu acho que estou grávida. Sinto que estou grávida!” ao que ela, com a sua ironia habitual e divertida, responde: “Ah, sim, claro! Essas coisas até se sentem e tudo! Sim, sim. Deve ser verdade… De certeza.”

Nesses dias mentalizei-me de tal forma que estava grávida e visualizei tanto esse acontecimento, que parecia que todos os temas que lia, que via na televisão, que andavam à minha volta, estavam de alguma forma ligados a esse tema. Só via grávidas e bebés, e coisas ligadas à maternidade.

Começo a achar que aquela teoria do “Segredo” funciona mesmo. Por outro lado estava nessa altura a ler o livro “Mude a sua vida em sete dias”, do Paul McKenna, que tinha comprado na Feira Alternativa, na Cordoaria Nacional no dia 29 de Março. Eu nem acredito assim muito nestes livros de auto-ajuda, mas a verdade é que dou sempre o benefício da dúvida. E pelo sim, pelo não gosto de saber o que é que eles defendem, só para ver se faz sentido ou não.

Mas desta vez acho que levei o livro demasiado a sério porque apesar de não ser em sete dias, acho que a minha vida mudou mesmo para sempre!


(o que se estava a passar nessa altura: Os espermatozóides encontram-se com o óvulo na trompa e o milagre da vida começa. É um processo que leva cerca de 24 horas.)